segunda-feira, junho 26, 2006

Viagens Cuba

Viagens CubaAterrar em Havana não é a simples chegada a mais um destino de férias, tal como tantos outros existentes por este globo fora.

Não, aterrar em Havana é algo de muito especial, é abrir uma janela e respirar séculos de cultura e de história, é sentir no ar que estamos provavelmente na capital da ilha mais carismática do planeta: Cuba, terra do Fidel, do Mambo e dos melhores charutos do mundo.

A sua história perde-se no tempo. Havana nasceu em 1519, numa altura em que os navegadores europeus davam um ar de graça um pouco por toda a América Central.


Em 1492, Cristóvão Colombo já tinha chegado à ilha, pensando que estava no Japão.

Em 1607, Havana é oficialmente declarada a capital de Cuba.

O ano de 1952 marca a chegada ao poder do general Fulgencio Batista, que estabelece uma forte ditadura ao serviço dos interesses dos Estados Unidos. Durante sete anos, Havana e a península de Varadero transformaram-se em estâncias de luxo das mais abastadas famílias norte-americanas com a Florida, a menos de cento e cinquenta quilómetros de distância. Entretanto, um movimento revolucionário - com Fidel Castro e "Che" Guevara à cabeça - começa a ganhar forma e, a 1 de Janeiro de 1959, a revolução triunfa. Batista é deposto e Fidel assume os destinos daquele pequeno país. Até hoje. Como represália, os Estados Unidos impuseram um embargo económico à ilha. Até hoje também.

Desde então pode-se dizer que Cuba literalmente parou no tempo. O seu maior estigma e também o seu maior encanto é precisamente este.

O ex-líbris de Havana é o bairro histórico, a "Havana velha", declarada Património da Humanidade pela Unesco, em 1982, e que tem vindo a ser restaurada com dinheiros da comunidade internacional. Aqui temos ao nosso alcance, num raio de acção bem pequeno, uma lista imensa de locais a visitar, sejam de interesse arquitectónico, cultural ou simplesmente social.

Desde a Calle Obispo, uma das ruas principais, pedestre e repleta de edifícios coloniais, à Catedral de "La Habana", ou de "San Cristóbal", como os cubanos a intitulam. A sua fachada defende o esplendor da arquitectura barroca em Cuba. As duas torres que ladeiam a nave principal são surpreendentemente diferentes uma da outra, pormenor que contrasta com a simetria da fachada principal. É talvez o monumento mais bonito de Havana.

Não muito longe, mais precisamente na "Calle Empedrado" fica "La Bodeguita del Médio", celebrizada por Hemingway. Depois de algumas horas a vaguear pelas ruas, nada como recuperar forças, tomando um "Mojito" no bar mais popular da capital. Conta-nos a lenda que originalmente La Bodeguita seria uma mercearia onde os escritores da época se reuniam à hora do almoço para troca de ideias. Hoje, o bar tem uma decoração fora do vulgar, em parte responsável pelo seu encanto. O Capitolio e uma fábrica de charutos Ao longo dos anos, todos os que por lá passaram, foram cobrindo as paredes com os seus nomes e com pequenas mensagens. O resultado é um imenso conjunto de grafitis.

O Paseo del Prado, o Museu da Revolução e o Capitolio Nacional são outros pontos de atracção, tal como o Tropicana, o cabaré mais famoso do mundo a seguir ao Moulin Rouge. De resto, tanto a música como os figurinos aparentam terem viajado dos anos cinquenta até aos nossos dias. Jovens com pouca roupa passeiam-se pelas mesas com um tabuleiro pendurado ao pescoço, cheio de tabaco a vulso para vender. Será talvez a hora de experimentar um "Puro", já que o ambiente assim o sugere. Facilmente se percebe por que motivo Cuba é conhecida pela sua música, o rum e os charutos.

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